Material gratuito para psicólogos
Antes de propor uma prática de mindfulness, o que você precisa observar?
Um checklist curto para ajudar você a pensar em segurança clínica antes de conduzir uma prática, especialmente quando o paciente está muito ativado, distante, desconfortável com o corpo ou diante de experiências difíceis.
Mindfulness não começa quando você pede para o paciente fechar os olhos.
Antes da prática existe uma decisão clínica.
Como essa pessoa está agora? Ela consegue acompanhar o que estou propondo? O foco na respiração ou no corpo tende a ajudar neste momento ou pode tornar a experiência ainda mais difícil? Se algo mudar durante a prática, eu sei como adaptar?
São perguntas simples. Mas elas mudam a forma como mindfulness entra na sessão.
Antes de pensar em condução, vale aprender a observar.
O que o checklist ajuda a observar
Algumas das perguntas que entram nessa decisão
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O paciente está suficientemente presente e orientado para acompanhar a prática?
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Existe algo que indique que aumentar o contato com sensações, emoções ou memórias pode ser difícil neste momento?
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Você explicou que a prática pode ser adaptada ou interrompida?
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A prática faz sentido para o que está acontecendo neste caso, ou virou seu recurso automático diante da ansiedade?
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Se a pessoa ficar mais ativada, distante ou desconfortável, você sabe o que observar e como responder?
O checklist organiza essas e outras perguntas em uma consulta rápida que você pode manter por perto na clínica.
A questão não é ser contra ou a favor de mindfulness.
Eu trabalho e estudo mindfulness há anos. Justamente por isso, uma das coisas que mais me interessa hoje é entender quando, como e em quais condições uma prática realmente faz sentido.
Uma mesma instrução pode ser vivida de maneiras muito diferentes por pessoas diferentes. E, na clínica, isso importa.
Para mim, presença clínica vem antes da técnica: perceber melhor o que está acontecendo para então decidir como intervir.
Esse material é para você se...
- é psicólogo;
- já utiliza mindfulness ou pensa em utilizar na clínica;
- estudou práticas, mas ainda tem dúvidas sobre quando propor ou adaptar;
- quer evitar usar mindfulness automaticamente como resposta à ansiedade;
- tem interesse em mindfulness sensível ao trauma, regulação e segurança clínica.
O material é educacional e não substitui formação clínica, avaliação individual do caso ou supervisão profissional.
Quem preparou o material
Eu sou Paulo Vaz, psicólogo e instrutor de mindfulness. Meu trabalho hoje gira em torno de uma pergunta que considero cada vez mais importante para quem atende: como perceber melhor o que está acontecendo antes de decidir o que fazer?
Tenho estudado especialmente mindfulness, trauma, ACT, processos clínicos e as condições que ajudam uma intervenção a ser mais segura e útil para aquela pessoa naquele momento.
Leve o checklist para consultar na próxima vez que pensar em usar mindfulness em sessão.
É um guia breve, com uma folha final destacável para ficar por perto na clínica.